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2018-02-06
Posição da APG relativamente ao exercício da função de coaching


Na sequência das recentes polémicas geradas pela criação pela OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) da especialidade de “Coaching Psicológico”, e da sequente publicação de vários artigos de opinião que têm vindo a sustentar que as intervenções de Coaching configuram a prática de “atos psicológicos” que, como tal, devem ser exercidos exclusivamente por psicólogos, têm chegado à APG várias mensagens de sócios a solicitar à Direção Nacional que se pronuncie publicamente sobre este assunto.

Esta solicitação fundamenta-se na circunstância não só de se tratar de um tema de grande relevância para as intervenções e para os profissionais de RH, como ainda pelo facto de vários sócios que, não sendo psicólogos, têm vindo a exercer a função de coach há vários anos, com inequívoco reconhecimento positivo por parte dos seus clientes, terem recebido cartas emitidas pela OPP que, de forma direta ou indireta, põem em questão a sua legitimidade para o exercício de tais práticas profissionais.

Nas circunstâncias atrás referidas, e após devida ponderação dos diferentes interesses e argumentos em presença, a Direção Nacional da APG decidiu tornar pública a seguinte posição:

1. Embora a APG não seja uma associação específica de coaching, foi entendimento de um conjunto de sócios que exercem esta função propor, no âmbito das normais atividades associativas, a criação de um núcleo específico dedicado a esta atividade, ao qual foi atribuída a designação de GPC, Grupo Português de Coaching. Este grupo tem exercido regularmente a sua atividade há alguns anos, com um regulamento próprio e com uma estrutura de Direção devidamente homologada pela Direção Nacional da APG, embora com total autonomia de funcionamento e de decisão, apenas dependente do coletivo dos membros que o integram;

2. No contexto da polémica anteriormente enunciada, e tratando-se de um tema específico da área de coaching, foi entendimento da Direção Nacional que posições públicas da APG sobre esta matéria deveriam ser tomadas e assumidas direta e autonomamente pelo GPC, como grupo, não obstante o óbvio direito que assiste a cada sócio de pretender expressar individualmente a sua opinião, pelo modo e veículo de comunicação que considerar mais adequado. Neste sentido, várias foram as opiniões já oportunamente expressas e publicadas;

3. Não obstante as opiniões e pareceres já anteriormente formulados, é entendimento da Direção Nacional da APG que este assunto deve merecer a maior atenção por parte do conjunto da comunidade de profissionais que têm o coaching como domínio de intervenção, pelas óbvias implicações que o contexto legislativo em preparação pode vir a ter na normal continuidade da atividade, sobretudo no que diz respeito aos profissionais não psicólogos;

4. Por outro lado, e integrando a APG sócios que exercem a atividade profissional como coaches, sendo alguns psicólogos e outros não psicólogos, é igualmente entendimento da Direção Nacional que se devem de imediato procurar estabelecer plataformas de diálogo entre as diferentes entidades com interesses conexos nesta área, que permitam melhor delimitar as fronteiras de um domínio de intervenção já amplamente reconhecido a nível internacional, que beneficia de quadros regulamentares devidamente certificados por entidades de reconhecida credibilidade pública e no qual muitos profissionais não psicólogos se têm empenhado e dado provas do mais rigoroso profissionalismo, muito antes de ser criada a especialidade de “coaching psicológico” no âmbito da OPP;

5. No contexto deste parecer, a Direção Nacional da APG não põe naturalmente em causa a legitimidade da OPP em definir áreas de especialidade e em acionar práticas para a concretização da sua razão social, ou seja pugnar pela defesa dos legítimos interesses da classe que serve: os psicólogos. No entanto, e sendo muitas vezes difícil, mesmo do ponto de vista técnico-científico, delimitar de forma absolutamente rigorosa as fronteiras de determinados domínios profissionais no âmbito das ciências humanas, é nosso entendimento que apenas através de um diálogo concertado entre as diferentes partes envolvidas, que tenha também como referência a experiência de outros países em questões semelhantes, se pode chegar a plataformas de entendimento que permitam salvaguardar os diferentes, e legítimos, interesses em presença, tanto dos psicólogos como daqueles que, não sendo psicólogos de formação, em muito têm contribuído para o conhecimento, prestígio e engrandecimento da atividade de coaching.

6. Sustentamos, em síntese, que mais do que uma ameaça, a conjugação dos fatores anteriormente referidos nesta nota deve ser encarada como uma oportunidade para que, numa perspetiva mais inclusiva do que de exclusão, e mais colaborativa do que competitiva, as diferentes partes interessadas neste domínio possam concertar posições, respeitando os seus legítimos interesses e aspirações e gerar as sinergias necessárias para que daqui possam sair as bases para uma definição institucional mais clara da área profissional de coaching, que ajude profissionais que a ela se dedicam a melhor concretizarem as elevadas missões a que se propõem: contribuir para que as pessoas possam ser profissionais mais eficazes, mas também pessoas mais felizes.

Lisboa, 6 de fevereiro 2018

A Direção Nacional da APG

 
   
 
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